Infonet - Pré-Caju 2004

De missão jesuíta a capital planejada. O local onde hoje se encontra edificada a cidade de Aracaju era a residência do Cacique Serigy, que dominava das margens do rio Sergipe às margens do Vaza Barris. A influência de portugueses à região adveio de estar o território, na época, sob a jurisdição da Capitania da “Bahia de Todos os Santos”, sujeito a repetidas incursões de navegantes franceses, que mercadejavam ilegalmente com indígenas.

O nome Aracaju é de origem Tupi (A’ra aka’ju), e significa cajueiro dos papagaios. Aracaju era apenas o povoado Santo Antônio do Aracaju, um arraial de pescadores formado ao redor da capela de Santo Antônio, na sesmaria de Pero Gonçalves. Mas foi planejada para se tornar a sede do governo do Estado, função desempenhada pela cidade de São Cristóvão.

Para Inácio Barbosa, governador da Província em 1853, o desenvolvimento do Estado dependia de um porto para facilitar o escoamento da produção. Então contratou o engenheiro militar Sebastião José Basílio Pirro para planejar a cidade. O projeto, com quarteirões simétricos e linhas retas lembra um grande tabuleiro de xadrez, de 1.188 metros de lado.

Em 17 de março de 1855 foi aprovada e sancionada a lei provincial nº 413: Santo Antônio do Aracaju deixava de ser povoado para se tornar a primeira cidade planejada do Brasil, e passava a ser a capital da província de Sergipe Del Rey. Desde então, a cidade de Aracaju passou por diversas modificações, cerca de vinte anos depois, em torno da Igreja Catedral começam a ser construídos vários prédios públicos nas praças: Fausto Cardoso, Guilherme de Campos e Olympio Campos.

O Jardim Olympio Campos foi plantado em uma estreita área, entre os prédios da Assembléia e o Palácio do Governo. Nos canteiros, ergueu-se o primeiro coreto de Aracaju, onde por anos felizes as famílias da capital participaram de quermesses ou simplesmente passeavam. Foi somente a partir da segunda década do século vinte que os governantes se preocuparam com o aspecto urbano e isso se configurou num ordenamento espacial mais condizente com as novas necessidades.

A modernização implica em obras de infra-estrutura. Na época as necessidades eram de abastecimento de água, esgotos, energia elétrica, rede telefônica, rede urbana de transportes coletivos, isso tendo que manter o embelezamento das praças e ajardinamentos. O ápice dessa modernização se deu entre os anos de 1921 e 1930, quando o antigo coreto da praça Almirante Cardoso deu lugar à instalação de um mictório público.

É nessa época em que a praça Olympio Campos recebe o tratamento de Parque Teófilo Dantas, com vários recursos urbanísticos. Foi construído inclusive um aquário, onde hoje se encontra a Galeria de Arte Álvaro Santos, o qual exibia, na entrada do pavilhão, vitrines com peixes nunca vistos.

As datas mais importantes de Aracaju são o seu aniversário de fundação (17 de março), o dia de sua padroeira, Imaculada Conceição (8 de dezembro), o aniversário da Conquista de Sergipe (1o de janeiro), o aniversário da Ponte do Imperador (11 de janeiro), o Pré-Caju (sempre no início do ano) e os festejos do Forró-Caju (no mês de junho). Sendo estas duas últimas, as épocas em que a cidade recebe mais turistas.